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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Different Kind of Truth: O verdadeiro Van Halen III

Pego emprestado de um post do Poeira Zine no Facebook o título desse post. "A Different Kind of Truth" é o verdadeiro Van Halen III, uma sequência natural dos dois primeiros álbuns da banda, Van Halen (1978) e Van Halen II (1979). Em 1998, a banda contando com uma terceira encarnação, com Gary Cherone nos vocais, lançou o subestimado e diferente álbum nomeado "Van Halen III"; porém, é agora, em 2012, que escutamos um disco que parece ter sido feito para ser nomeado "Van Halen III".


Com o retorno de David Lee Roth aos vocais, se reunindo ao trio da família Van Halen, já que agora o baixista da banda não mais é Michael Anthony, e sim Wolfgang Van Halen, filho de Eddie Van Halen, sobrinho do baterista Alex Van Halen, a banda lança seu 12° disco de estúdio, o 7° com o vocalista, e o primeiro depois de 28 anos do disco 1984 (1984).

Lançado já há alguns dias, o single da faixa Tattoo foi o abre-alas desse álbum... uma canção que tem toda a ginga canastrona do vocalista David Lee Roth, e de cara já vemos que o mestre Eddie Van Halen continua o mesmo... seu timbre característico - embora com mais peso - dá o tom da canção que, como eu já afirmei na época de lançamento, é ótima, mas precisa chegar a um "ápice" depois do belo refrão. Não deixa de ser um ótimo cartão de visitas para o novo disco.

She's the Woman, assim como a anterior, é uma releitura de temas antigos (1976-78) da banda que nunca haviam sido trabalhadas em discos oficiais de estúdio e tem aquela "cara" do Van Halen da primeira fase e um destaque imediato: o som do baixo de Wolfgang está bem destacado, não só aqui como no resto do disco todo. Um som gordo, potente.

China Town Bullethead são as "irmãs" do disco, ambas são filhas diretas dos dois primeiros álbuns da banda... estão lá os riffs cortantes e faiscados de Eddie, os dois bumbos com timbre característico de Alex e os vocais potentes de David que, aliás, é o grande destaque do disco tendo, talvez, sua melhor performance na carreira. A primeira tem um refrão marcante!

Se algo nesse disco chegar perto de ser uma balada é Blood and Fire, e repito, eu disse "chegar perto"... é a música mais tranquila do disco. É bem provável que seja um futuro single do álbum por ser festeira e ter belas melodias.

You and Your Blues será aquela que agradará aos fãs do Van Hagar. Poderia estar no "Balance" ou no "For Unlawful Carnal Knowledge" com os vocais de Sammy Hagar e ninguém notaria nada. Outra que achei na mesma pegada foi a última faixa do disco: Beats Workin'.


As Is tem um solo maravilhoso do guitarrista e riffs pesadíssimos; e por falar em riff, Honeybabysweetiedoll tem um riff que lembra, não tão de longe, o de 'Gates of Babylon' do Rainbow e canção toda tem um Q de grandiosa. The Trouble With Never, Outta Space, Stay Frosty e Big River são todas grandes hard rocks típicos do Van Halen.

Coisas que são desnecessárias ficar destacando ao falar de cada faixa (embora tenha feito vez ou outra): a performance sempre incrível de Eddie que, parece estar recuperado dos problemas pessoais, ou ao menos não os deixa mais interferir no seu trabalho; o baixo presente e marcante de Wolfgang; o timbre clássico e a mesma pegada classuda de sempre de Alex Van Halen, que continua sendo top 5 dos bateristas de heavy metal/hard rock de todos os tempos e a brilhante interpretação do sempre showman David Lee Roth durante todo o álbum.

Ainda é cedo pra dizer se esse álbum é melhor do que alguns dos seis anteriores com David Lee Roth, mas que é um disco que pode-se colocar junto, na mesma prateleira, com os clássicos, sem dúvidas! Após escutar o álbum, e mesmo sendo um fã maior da fase Van Hagar, aqui escrevo: o verdadeiro Van Halen III está em "A Different Kind of Truth".




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