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segunda-feira, 11 de julho de 2011

... And Justice for All: o melhor disco do Metallica!

Sei que para a maioria esmagadora dos fãs do Metallica o melhor álbum é o Master of Puppets, mas pra mim o álbum definitivo dos caras é o ... And Justice For All, quarto disco completo da banda, lançado em 1988, estréia em disco de inéditas do baixista Jason Newsted.

Antes de falar sobre o álbum, vou contar o curioso caso do meu primeiro contato com esse álbum... era ali pelos idos de 1997/98, e desse disco eu só conhecia "One" (lembrem-se, na época não era comum baixarmos os álbuns completos, e eu tinha doze ou treze anos, portanto cada cdznho comprado era com dinheiro do papai). Quando um dia chega um tio meu que, digamos, tem problemas com narcóticos, com esse cd do Metallica me presenteando, curiosamente, após eu tê-lo visto numa padaria enquanto voltava da escola, enchendo a cara no fim da tarde. Claro que o cd foi, assim como os chocolates que eu ganhava dele também, uma espécie de "cala a boca e não fala pra ninguém que me viu aqui". Enfim, ele me deu o cd... que, claro, possuo até hoje, e esse foi o primeiro disco do Metallica que ouvi inteiro. Naquela época as músicas do Metallica que estavam nas rádios eram outras como "Mama Said", "Hero of the Day", e depois as covers "Whiskey in the Jar" e "Turn the Page"... então pra mim escutar o ... And Justice foi tipo um soco no estômago. Pouco tempo depois eu conheci a discografia inteira do Metallica quando fiquei amigo daquela galera que era mais velha que eu e "curtia o som" e pegava cds emprestados dos mesmos. Durante ANOS o meu disco favorito foi "Ride the Lightning" (hoje é o segundo). Mas "... And Justice for All" sempre foi a minha capa preferida deles, e comprei uma camiseta que também tenho até hoje, que não serve mais, mas é a capa do disco na estampa inteira.

Apesar de criticado pela produção, principalmente pelo baixo volume do... baixo, o disco é uma obra-prima quase conceitual (não conta uma história, mas muitas de suas canções são temáticas com críticas ao "sistema", a começar pelo título e pela capa) que levou o Metallica a outro nível instrumental com riffs mais intrincados e tempos quebrados que com certeza influenciaram e muito bandas que surgiam naquela época e são grandes hoje em dia por fazerem um som mais quebrado e às vezes "moderno".
A rápida "Blackened", única que tem Newsted creditado como um dos compositores, abre o disco já chutando bundas após uma rápida intro com guitarras dobradas. A parte grooveada no meio da canção é de arrepiar.
A faixa-título e, na minha visão, a melhor do álbum, além de ser uma das mais longas com quase dez minutos, é um épico, praticamente um thrash-prog metal (será que inventei um termo novo ou já existe? Se já existir me dá um toque, quero conhecer bandas que toquem isso, rs) com Lars Ülrich fazendo levadas e quebradas insanas!!! Aliás, ele faz em todo o disco... sinceramente, Lars nesse álbum me faz ouvir uma das melhores performances de bateristas num disco de metal que já ouvi. A cadenciada "Eye of the Beholder" abre espaço para o maior clássico do disco e um dos maiores da banda, a pseudo-balada "One". A quebradeira continua com "The Shortest Straw" e depois com a segunda melhor do álbum: "Harvester of Sorrow" que tem uma introdução lenta e instigante até começar uma quebradeira e o ápice com o vocal do James entrando... "My life suffocates, planting seeds of hate"... demais! "The Frayed Ends of Sanity" é a mais fraquinha do disco e é um PUTA SOM. Pensem. "To Live is To Die" é uma quase-instrumental, não fosse algumas pequenas falas do James no final, que foram escritas pelo baixista Cliff Burton, morto em acidente alguns anos antes. É a melhor das instrumentais que o Metallica já gravou, com melodias cativantes demais. Quase dez minutos que você não consegue parar de ouvir.
E pra fechar o álbum a porradaria de "Dyers Eve", que poderia facilmente fazer parte do "Master of Puppets", então vocês imaginam a qualidade da mesma.
Sobre os músicos: Lars pra mim é o grande nome do disco, como já dito. James, como sempre, com riffs marcantes e vocais poderosos, Kirk com os seus solos "cantáveis", como sempre... e o Jason... quem sabe um dia quando remixarem o disco e botarem o baixo mais presente.

Seria muito legal se o Metallica um dia decidisse tocar esse álbum na íntegra, seria muito massa ver como o Lars trataria suas quebradas linhas e bateria ao vivo. Apesar que nas recentes tours do Metallica, "Blackened", "Harvester of Sorrow", "... And Justice for All" e, claro, "One", foram incluídas no set.
Fica a dica.

3 comentários:

oceaga disse...

Achei um link pra um download chamado "... And Justice for JASON". Não sei do que se trata, ´provavelmente trabalho de algum fã com um equipamento aumentando as linhas de baixo. Ainda tô baixando pra ver como ficou.

LINK: http://rocksgarage.blogspot.com/2010/04/metallica-and-justice-for-jason.html

M.V "Shogum" disse...

"thrash-prog metal" Te indico "Forbidden Evil" do Forbidden é um "thrash-prog metal-tradicional"

Max dos Santos disse...

Para mim, o melhor é o "Ride The Lightning" mesmo. "...And Justice for All" e o "Metallica" dividem a segunda posição. Os três são fodásticos.

P.S.: Não curti muito o "Master of Puppets" (apenas Battery, Master of Puppets e Disposable Heroes).