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sábado, 2 de abril de 2011

RUSH - Classic Albums 2112 ° Moving Pictures


Finalmente pude assistir a edição da série Classic Albums dedicada à minha banda do coração: o Rush! E ainda com uma edição "dupla"... afinal, foram esmiuçados no documentário os clássicos discos 2112 (1976) e Moving Pictures (1981).
Pra quem ainda não viu e/ou não sabe do se trata o "Classic Albums", trata-se de um documentário onde os músicos de uma banda, e pessoas ligadas à parte técnica (produtores, engenheiros de som e etc) comentam sobre um grande clássico da história da música, revelando detalhes da gravação e do "nascimento" das canções.
Quando o assunto é o álbum 2112, claro que atenção especial é dada à épica faixa-título com os seus quase vinte minutos de duração e uma letra distópica de Neil Peart, que retrata uma sociedade ditatorial, comandada por sacerdotes de um templo que rejeitam qualquer novidade ou coisa antiga, e um jovem, o "herói" da história acha um instrumento, uma guitarra, e tenta levar aos sacerdotes na esperança de que eles gostariam da novidade. Neil informa as influências literárias que o levaram a pensar no conceito da letra (entre essas influências estava Ayn Rand, o que causou polêmica para o grupo na época, sendo acusados de "extremistas de direita").
É legal ver também que, assim como já tinha sido retratado no documentário "Beyond the Lighted Stage", a gravadora, antes do lançamento de 2112, tinha dado um ultimato à banda devido ao fracasso comercial do álbum anterior, Caress of Steel, dizendo que dessa vez eles tinham que compor um álbum que fosse "sucesso comercial" e que devido a essa pressão os três entraram em estúdio com a seguinte tese: "eles vão nos mandar embora de qualquer jeito, então nós faremos o álbum que nós quisermos", e quando o pessoal da gravadora viu que a faixa-título do álbum ocupava um lado todo do vinil e tinha quase 20 minutos, quase piraram. E o álbgum acabou sendo de fato um sucesso comercial e consequentemente um clássico do rock.

Já Moving Pictures dispensa maiores apresentações... se existe algumas pessoas que só conhecem "duas ou três" músicas do Rush, provavelmente essas canções são do Moving Pictures. O que dizer de um álbum que tem "Tom Sawyer", "Limelight", "Red Barchetta", "YYZ" e outros três clássicos?
Por diversos momentos enquanto os músicos e o produtor comentava sobre as canções eram mostrado takes dos três integrantes da banda tocando essas canções hoje em dia... e falando sobre como criaram determinadas passagens, Neil explicando sobre suas letras, o que sempre é interessante.

Mas o melhor mesmo dessa edição do Classic Albums com o Rush são os extras, lugar que ficou reservado para maiores detalhes sobre canções como "Red Barchetta", "YYZ" e a parte "Overture" de "2112", além de falarem sobre as influências deles no início, as influências de Neil como letrista, um pequeno aquecimento do Neil na bateria, além da execução na íntegra de "YYZ" com cada um deles tocando em um estúdio diferente e bons momentos dos integrantes da banda falando uns dos outros.

Recomendadíssimo.

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