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sábado, 12 de fevereiro de 2011

The Final Frontier Tour 2011

Aberta mais uma nova turnê do Iron Maiden, desta vez divulgando um novo álbum estúdio, o, será?, polêmico álbum "The Final Frontier".
No ano passado a banda fez uma turnê tocando, a maior parte do set, material dos álbuns feitos na década de 2000 e uma nova canção foi incluída: "El Dorado". Assim como o álbum, a canção rendeu muitos "narizes tortos". Porém... Iron Maiden é Iron Maiden. Talvez a maior "instituição" do heavy metal. Para mim o Black Sabbath sempre vai ser a "melhor", mas não dá pra negar que a maior, em outro sentido da palavra e junto com o Metallica, é o Iron Maiden. Passado alguns meses do lançamento do disco, ninguém mais quer saber se o disco é ruim ou bom, todos querem ver os já tiozões ao vivo.
Ví os vídeos da primeira apresentação na Rússia e o Maiden ao vivo continua MAIDEN AO VIVO. Não preciso acrescentar mais nada...

--- SPOILER DO SET LIST DA TURNÊ ---

Mas o objetivo desse post é analisar o set list dessa turnê. Todos sabem dessa fixação que eu tenho com set lists. E a minha curiosidade quanto ao set desta turnê me fez escrever esses pequenos comentários.


1) a sequência do final da primeira parte do show (antes do bis, ou Encore) já está ficando manjada em se tratando de Maiden. Desde as tours com Blaze Bayley que rola a sequência: The Evil, Fear of, Iron Maiden, com o retorno em The Number of The Beast e Hallowed be Thy Name. Dessa vez temos a inclusão de The Talisman ali no meio pra sair um pouco da rotina.

2) gostei das canções novas escolhidas pro set list, por increça que parível ou porque de fato são, mas na minha opinião eles escolheram as cinco melhores do álbum: The Final Frontier, El Dorado, Coming Home, The Talisman e When the Wild Wind Blows

3) não gostei da inclusão de Blood Brothers. GOSTO PRA CARALHO da canção, mas o Brave New World já está representado com The Wicker Man além de ter perto dela no set duas canções que são mais "paradonas", como Dance of Death e When the Wild Wind Blows. Talvez ali no lugar de Blood Brothers devessem escolher um tema mais clássico, algo como Wrathchild (que pra mim era certa nesse set, visto que eles tocam ela desde sempre), Aces High, Wasted Years, Heaven Can Wait... ou até algo mais recente como Futureal, Man on the Edge e, por que não, The Alchemist, a "sexta melhor canção do disco novo"

4) o início do show é algo importante, se não manter a pegada no início, só com muitos clássicos depois que a coisa pega fogo. Como eu já imaginava, a primeira parte da canção de abertura, The Final Frontier, é tocada em playback, aquela parte mais futurista, e a banda entra ao vivo na parte mais hard rock, o que gera uma "emoção" no público. Acabei de ver o vídeo ao vivo e comprovei. Ainda com a empolgação de começo de show no sangue, vem El Dorado, que a galera já deve conhecer decor. Quando a coisa tende a baixar, a banda vem com "2 Minutes to Midnight". Precisa falar nada, né? Mais uma do disco novo, "Coming Home", onde Bruce dá um show no refrão e isso empolga o público. Pra fechar essa primeira parte vem "Dance of Death", que está tomando ares de clássica. E é de fato uma grande canção... uma cornetada não faz mal a ninguém: talvez a única em que Janick Gers emplaca um solo melhor que os do Adrian ou do Dave.

5) o miolo: aqui ainda continua o clima de "coisa nova". Uma canção nova, duas do Brave New World e o ultra-clásico The Trooper, apesar de já ter comentado sobre a inclusão de Blood Brothers, aqui o público deve manter o clima.

6) o final: depois do épico When the Wild Wind Blows, vem a sequência manjada que eu já escrevi. O que eu não escrevi antes é que ainda funciona ao vivo. Pra mim aqui está manjado, mas lá no show não tem como não curtir.

7) A música final: gostei da escolha de "Running Free", nos últimos anos a banda vem fechando com algumas diferentes, ora Sanctuary, ora Hallowed, ora Run to the Hills... e Running Free é uma ótima escolha, fazendo os mais saudosos lembrarem na hora do épico "Live After Death".

8) mudanças que eu faria:

a) tiraria Blood Brothers e trocaria por Wasted Years, agitaria bem mais o público antes de uma canção nova, que é uma suite de dez minutos de duração. Fora que assim Somewhere in Time teria representação no set list.

b) por hora, mais nada.


Álbuns representados nesta turnê:

Iron Maiden (1980) - Iron Maiden e Running Free
The Number of the Beast (1982) - The Number of the Beast e Hallowed be Thy Name
Piece of Mind (1983) - The Trooper
Powerslave (1984) - 2 Minutes to Midnight
Seventh Son of a Seventh Son (1988) - The Evil That Men Do
Fear of the Dark (1992) - Fear of the Dark
Brave New World (2000) - The Wicker Man e Blood Brothers
Dance of Death (2003) - Dance of Death
The Final Frontier (2010) - The Final Frontier, El Dorado, Coming Home, The Talisman e When the Wild Wind Blows

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