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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Aos meus queridos amigos


No início de 2008 começou a passar na programação da Globo o comercial de uma minissérie que estrearia em alguns dias sobre um grupo de amigos que viveram, lutaram e estudaram juntos durante a Ditadura no Brasil, o nome da minissérie é "Queridos Amigos"... Eu, claro, me interessei na hora, já que o tema "reencontro com velhos amigos" muito me interessa e mexe comigo. Me lembro que comentei com quase todos esses meus "queridos amigos" que eles tinham que assistir aquela série porque lembraria muito a gente... não pela história em si, simplesmente pelo fato de serem velhos amigos que não se viam há algum tempo e derepente todos se encontram. Foi com prazer que assisti todos os capítulos, acompanhava diariamente com muita empolgação e esse ano comprei o box com os dvds da minissérie. Junto com o box comprei o livro "Aos Meus Amigos", livro de Maria Adelaide Amaral que inspirou a criação da minissérie, também escrita por ela.










As histórias possuem a mesma essência, mas são diferentes em certos pontos... [SPOILER a partir daqui]... enquanto a minissérie começa dias antes da morte do personagem principal, o livro todo se passa em somente um dia: justamente no dia da morte do personagem principal... o livro todo se passa durante a liberação do corpo, o velório, o enterro, a limpeza da casa de Léo e a janta na casa de Lúcia. O livro é de fácil leitura porque foi escrito em forma de diálogo e os personagens vão tendo flashbacks do passado e o leitor vai se orientando da condição atual deles com isso. Algumas mudanças foram feitas para a TV, como o já citado de que a série se passa em muitos dias... outras diferenças são os empregos de alguns dos personagens, assim como passagens do passado deles, idade dos filhos e etc... O livro conta com mais personagens. Na série por exemplo o personagem Beny é uma junção dele próprio com outro personagem do livro: Caio, que não virou "humano" na telinha da tv.
Um personagem marcante do livro INFELIZMENTE não foi para a série: Adonis, um personagem extremamente interessante "psicologicamente" falando, de frases curtas e diretas, mas enormes e cheias no contexto. O considero como o grande Anti-herói do livro. A personagem Vânia só é citada no livro enquanto na minissérie ela tem uma grande participação... alguns personagens foram mudados em tudo: nome, cor da pele, do cabelo... como por exemplo a Ucha, que no livro é uma loira quarentona, ex-modelo e ex-pegada do Leo, e na série a "correspondente" a ela é Karina, uma jovem modelo de cabelos pretos que era a atual "pegada" do Leo.O fato é que são mudanças que não comprometem a qualidade nem do livro, nem da série. Achei as mudanças interessantes justamente por isso. A única coisa que posso afirmar é que o personagem Adonis deveria ter ido para a série também. A junção dos personagens Beny e Caio (também homossexual, assim como Beny) na série foi genial, porque no livro os dois dividiam os holofotes com as ironias agressivas, a soberba, a prazerosa e mordaz vontade de falar a verdade para os outros, e na TV isso tudo foi para um só personagem e o escolhido foi Beny.

Recomendo para todos a leitura do livro, assim como a minissérie da TV.


=D

2 comentários:

...::: A Luciana :::... disse...

Não é segredo o quanto você gosta dessa minissérie!

Tomara que a Globo reprise, e que bom que você tem o livro e os DVDS!

Daniel disse...

Po, cara, eu vi a propaganda dessa série também, fiquei logo interessando em ver, mas sou uma negação pra acompanhar séries, kkk sempre perco um ou outro episódio aí não vejo mais por que perde a graça pra mim ver episódios pulados. Eu gosto de ver tudo na sequencia e tal.
Então acabou que nem vi esse. Mas é show de bola, o assunto me atrai bastante. Numa futura oportunidade eu irei ver, com certeza. Ou ler o livro, rs.

Falou ae !